A tenista norte-americana Madison Keys, campeã anterior do Credit One Charleston Open, está de volta ao torneio que marcou sua trajetória. No entanto, ela retorna não apenas como uma jogadora experiente, mas também como uma pessoa transformada, com um olhar mais maduro sobre sua carreira e vida pessoal.
Há anos, o nome de Keys está profundamente ligado ao torneio realizado na Carolina do Sul. A jogadora sempre demonstrou carinho especial pela competição e pela cidade de Charleston, onde afirma se sentir em casa. “O público é incrível. Cresci jogando no saibro verde. Este torneio tem uma longa história, é o evento feminino mais antigo. Amo a comida, amo a cidade”, declarou Keys, reforçando seu vínculo emocional com o local.
Esse sentimento é compartilhado por outras atletas, mas Madison tem uma conexão ainda mais profunda. Para além das quadras, Charleston também se tornou cenário de um momento marcante em sua vida pessoal: seu casamento com o também tenista e agora treinador Bjorn Fratangelo, celebrado às margens do rio Kiawah.
“É maravilhoso estar de volta. Enquanto arrumava as malas, pensei: parece que estivemos aqui recentemente, mas não lembrava o motivo… Ah, claro, nos casamos aqui. Sempre amei Charleston, e casar aqui tornou tudo ainda mais especial”, revelou Keys, com um sorriso nostálgico.
A também tenista Jessica Pegula comentou sobre a experiência. “Definitivamente, é um lugar lindo. E acho que esse ambiente positivo impulsionou a Madison a conquistar o Aberto da Austrália. Foi estranho voltar, não para um torneio, mas para o casamento. Mas foi muito divertido. Incrível mesmo.”
A conquista do Australian Open representou o primeiro Grand Slam da carreira de Madison Keys — um feito que, para muitos, estava prestes a acontecer há anos. Embora sua trajetória tenha sido marcada por grandes atuações, o título finalmente veio após uma mudança significativa em sua abordagem, tanto emocional quanto técnica. E parte disso, segundo a própria jogadora, deve-se à parceria com Fratangelo, dentro e fora das quadras.
“Ele é um jogador excepcional, e ter alguém ao meu lado que conhece tão bem o jogo – e me conhece tão bem – fez toda a diferença. Durante muito tempo senti que precisava vencer um Grand Slam para validar minha carreira. Mas, com o tempo, comecei a valorizar tudo o que conquistei, mesmo sem esse título específico”, explicou Keys.
Essa virada de chave emocional teve impacto direto em seu desempenho. “Cheguei a um ponto em que me sentia realmente orgulhosa da minha carreira, independentemente de ter vencido ou não um Grand Slam. E foi justamente essa aceitação que me deu forças para conquistar o título”, afirmou.
Agora, Madison Keys retorna a Charleston com uma bagagem ainda mais rica, tanto profissional quanto pessoal. Sua trajetória mostra que, mais do que títulos, a verdadeira vitória pode estar na forma como se encara o caminho. E, neste novo capítulo, Charleston segue sendo um palco especial para essa história de superação, amor e resiliência.