Foto: Divulgação ATP World Tour

Em recuperação da lesão no joelho que o deixou longe das quadras desde 3 de julho, Stan Wawrinka deu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira. No bate-papo realizado no Geneva Country Club, o suíço disse que está ansioso para voltar a jogar pela primeira vez depois de fazer duas cirurgias.

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Stan contou que cogitou a aposentadoria após a lesão, mas contou com a ajuda do preparador físico Pierre Paganini para continuar firme na recuperação. “Sem a ajuda de Paganini eu não poderia ter voltado a jogar, com certeza teria parado. Cheguei a pensar em me aposentar, mas segui adiante”,

“Estou bem melhor agora”, iniciou Wawrinka. “Os últimos cinco meses foram os mais difíceis da minha carreira, e até hoje não estou 100% fisicamente e ou com meu tênis. Tenho trabalhando duro todos os dias para melhorar. Mas pelo menos estou indo na direção certa e estou muito satisfeito com isso”.

“O problema era que tinha muita cartilagem. A primeira cirurgia foi uma artroscopia para dar uma olhada no problema e a segunda foi reconstruir a cartilagem Foi muito difícil por ser uma grande cirurgia. Precisei de muletas por oito semanas e perdi muitos músculos por causa disso. Tive muito tempo para refletir sobre o futuro e ver as pessoas que importam ao meu redor”, afirmou ele, que só retornou a rotina padrão de treinamentos em novembro.

Wawrinka não pegou leve ao falar da saída do sueco Magnus Norman, que pôs fim a parceria no final de outubro. “Foi uma grande decepção, uma surpresa muito ruim, um grande choque. No momento mais duro de sua carreira, você deveria contar com o apoio das pessoas mais próximas. Fiquei surpreso quando ele anunciou”

“Ainda não encontrei um novo treinador”, comentou Stan. “Eu já tenho comigo Yannick Fattebert, que me seguiria com mais frequência no próximo ano de qualquer forma. O time que tenho ao meu redor é suficiente, mas eu gostaria de encontrar um treinador para os próximos três ou quatro anos “.

“Paul Annacone está na lista de possíveis treinadores, mas não tomei a decisão ainda”, declarou o tenista de 33 anos se referindo ao ex-treinador do compatriota Roger Federer, que trabalhou com ele na última edição de Wimbledon.

Por fim, Wawrinka disse que pretende voltar a jogar já em janeiro para a disputa do Australian Open, onde defende a semifinal. Depois, ele jogará nos torneios de Roterdã, Marselha, Indian Wells, Miami e Monte Carlo.