Wilson ProStaff RF97 Autograph. Foto: Jeff Paiva/TennisInfo

Uma das raquetes mais comentadas da última temporada, a mais recente evolução da veneranda ProStaff teve o dedo do maestro Roger Federer no seu desenvolvimento. Só este detalhe já deixa muita gente com água na boca, mas com um receio: seria uma raquete muito pesada para o jogador amador, de clube?

Foto: Divulgação Wilson

Depois de anos usando uma Babolat AeroPro, sentia que estava na hora de passar para uma raquete mais pesada, que perdoasse um pouco mais e desse, ao mesmo tempo, spin e controle. Quando comprei a nova RF97, ano passado, muita gente me disse que eu ia estourar o ombro, que meu braço não ia aguentar o peso e o esforço de swingar um martelo de 330 gramas. E não é que me adaptei lindamente?

O principal takeaway da RF97 Autograph é que você precisa ter braço e preparo para aguentar o repuxo. Apesar de ser uma raquete que permite mais, com um sweet spot grande e mesmo com bolas pegando mais em cima, quase sempre você vai ter uma boa resposta. Mas é fato: Seu braço vai precisar estar forte para suportar o esforço.

Aquele backhand bem batido com a #RF97Autograph da @wilsontennis_br

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Se você tiver este preparo, porém, prepare-se para uma das melhores experiências que uma raquete pode oferecer: a sensação de que você pode colocar seus golpes aonde quiser, com alto poder de precisão.

A parte negativa é que, se você não tiver o que é necessário para extrair o melhor da RF97, ela pode ser cruel. Não é, definitivamente, uma raquete para iniciantes ou intermediários de nível um pouco mais baixo. A própria Wilson tem versões mais leves da ProStaff, com o mesmo estilo de pintura mas com pesos mais leves.

O padrão de cordas é 16×19 e, utilizando a Luxilon 4G Rough com 51 libras, percebi meus forehands saindo com mais profundidade e potência, o saque com mais acurácia e os backhands (que bato com uma mão) saindo com aquele som maravilhoso das cordas pegando no ponto certo.

Rafael Sena, publicitário que também adotou a RF97 há pouco tempo, falou sobre a experiência de trocar a raquete para um modelo mais pesado como este: “No começo senti uma diferença pelo peso (cerca de 60g mais pesada que a minha outra raquete). Parecia um ponto negativo, mas em pouco tempo a diferença de peso ficou quase imperceptível, por conta do balanço que a raquete apresenta”, conta Sena. “Depois de alguns jogos, percebi que exigia menos força no swing e ajudava na aceleração. Passei a fazer jogadas que antes não aconteciam, como jogadas de fundo de quadra e slices mais baixos

Alguns jogadores com quem conversei disseram que preferem tripa natural nas mains (como o próprio Federer), para equilibrar um pouco, mas mesmo assim os elogios são quase a totalidade dos comentários sobre a obra de arte co-desenhada pelo mestre suíço.

O design e os detalhes da nova RF97 tiveram participação direta de Roger Federer. Foto: Divulgação Wilson

Na parte estética é que o dedo de Federer aparece bem: A pintura fosca, com as marcações gravadas a laser e a marca Wilson na lateral em matte, dão à RF97 um ar de nave espacial (do Império, na verdade). Adoro como o overgrip preto combina com o tom da pintura, mas tem gente – seguindo o exemplo do próprio Federer – que coloca o branco, criando um contraste bem bacana.

Os detalhes em matte deixam a RF97 com um visual sofisticado. Foto: Divulgação Wilson
A gravação da marca é feita em laser. Foto: Divulgação Wilson

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Especificações Técnicas:

Tamanho da raquete: 27″ = 68,58 cm
Área da cabeça: 97 in² – 625 cm²
Padrão de encordoamento: 16×19
Peso sem corda: 330g
Perfil: médio 21,5mm

 

REVER GERAL
Potência
Controle
Efeito
Precisão
Conforto
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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.