Divulgação ATP World Tour

DIRETO DE PARIS

Assim como no futebol, ser treinador no tênis é um emprego instável. O mais recente caso de demissão após maus resultados vem do canadense Milos Raonic, que na noite de quinta-feira anunciou no twitter que não mais trabalha com o checo Richard Krajicek após apenas seis meses de parceira e uma decepcionante temporada de saibro, que culminou na eliminação em Roland Garros frente ao espanhol Pablo Carreno Busta.

O canadense começou o ano com grandes esperanças, como 3 do mundo e animado com a parceria com Krajicek: fez semi em Brisbane, quartas no Australian Open, perdendo para um embalado Nadal. Depois desistiu da final de Delray Beach e da segunda rodada em Miami, por contusão. parou por dois meses e vu ser  ranking cair para 5º.

A volta foi só em Maio, chegando à final de Istambul, mas depois teve resultados decepcionantes nos Masters 1000 de Roma e Madrid. No ATP 250 de Lyon fez uma semi dura contra Berdych, perdendo em dois tie-breaks, antes de cair frente a Carreno Busta nas quartas de Roland Garros.

Desde 2015 já foram cinco diferentes treinadores que tentaram ajudar o canadense a realizar o seu decantado potencial, com alguns sucessos e várias decepções.

Ivan Ljubičić (2013–2015)
Riccardo Piatti (2014–)
Carlos Moyá (2016)
John McEnroe (2016)
Richard Krajicek (2016–2017)

Na temporada de grama de 2016, por exemplo, Raonic teve o luxuoso auxílio de Carlos Moyá (Atualmente treinando Nadal) e John McEnroe, que ficou pouco tempo devido a seus compromissos como comentarista nas TVs americana e britânica.

Além do curto comunicado, ainda não há informações sobre quem vai coordenar a equipe de Milos Raonic na temporada de grama que se inicia semana que vem.

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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.