Divulgação WTA

Chegou ao fim neste domingo o Australian Open, com a consagração de Roger Federer como campeão da chave de simples masculina. E a participação brasileira no primeiro Slam do ano teve destaques positivos e negativos.

Entre as coisas boas realizadas pelos tenistas do país, a principal foi a quebra de um longo tabu. Desde 1965, com Maria Esther Bueno, o Brasil não vencia um jogo de simples feminino no evento. Beatriz Haddad Maia, com o triunfo sobre a anfitriã Lizette Cabrera na estreia, encerrou o jejum, antes de cair para a tcheca Karolina Pliskova na segunda fase.

Outro ponto positivo foi a volta do país à chave juvenil depois de dois anos. No masculino, quatro garotos foram a Melbourne: Thiago Wild, Matheus Pucinelli, João Lucas Reis e Igor Gimenez. Este último teve mais sucesso em simples, chegando às oitavas. Os dois primeiros avançaram uma rodada, enquanto o terceiro caiu na estreia. Todos também jogaram duplas, sem grande desempenho. Não houve representantes no feminino.

Igor Gimenez foi bem no juvenil Foto: Martin Sidorjak/ITF

As duplas, nas quais o Brasil costuma ter boas chances, não renderam títulos desta vez, mas houve campanhas interessantes. No masculino, o número 1 do mundo, Marcelo Melo, chegou às quartas ao lado de Lukasz Kubot. Soares/Murray (segunda rodada) e Demoliner/Huey (primeira rodada) caíram precocemente. Entre as meninas, Bia Haddad, atuando com a romena Sorana Cirstea, foi às oitavas.

Mas foi nas mistas que o país mais se destacou. Demoliner e Soares jogaram, com a espanhola María José Martínez Sánchez e a russa Ekaterina Makarova, respectivamente. Ambos foram até a semifinal, chegando perto de uma decisão brasileira, mas acabaram eliminados um passo antes de jogar pela taça.

Por fim, na chave masculina de simples, o desempenho não foi dos melhores. Com Thomaz Bellucci suspenso por doping, e as eliminações de Thiago Monteiro e João Souza logo na primeira rodada do qualificatório, Rogério Dutra Silva foi o único a entrar direto, mas caiu na dura estreia contra o australiano Nick Kyrgios.

Comparando com 2017, a participação teve pontos melhores, como a volta à disputa no juvenil e a vitória de Bia em simples feminino. Por outro lado, na chave principal masculina, a queda foi considerável. No ano passado, Thomaz, Thiago e Rogerinho jogaram. Inclusive, o último avançou à segunda rodada.