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A pressão no esporte é traiçoeira. Principalmente nos esportes individuais. Há casos em que, apesar do enorme talento, a pressão e a vida fora das quadras interferem diretamente nos resultados.

No circuito WTA, o caso mais recente de uma tenista que teve as expectativas frustradas foi o de Eugenie Bouchard. A tenista canadense apareceu para o mundo em 2014, quando com apenas 20 anos, ela chegou às semifinais do Australian Open e Roland Garros, e foi finalista em Wimbledon, além de ter ganho seu primeiro – e até agora o único -, título WTA da carreira.

Após essa temporada meteórica, Genie foi acumulando uma série de resultados negativos, até chegar ao “fundo do poço”. Recentemente, no ITF de Indian Harbour Beach, a canadense foi eliminada nas quartas de final para Victoria Duval, que ocupa a modesta 896ª posição no ranking da WTA, depois de ser atropelada por 6/0 e 6/3.

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Sua queda acentuada no tênis pode ter sido causada por diversos fatores. Uma delas é a pressão, como dissemos no início do texto. Todas as expectativas que tinham sobre ela não foram confirmadas. Além disso, a canadense ficou popular por sua vida fora das quadras, muito por sua beleza. Na verdade, Bouchard é bastante ativa em suas redes sociais e sempre estampa capas de revista e de portais de notícias.

Isso pode interferir sua vida no tênis? Pode. Os maus resultados e o desempenho negativo – e sua língua afiada -, pode resultar de vários fatores. Ou, 2014 foi apenas um ano iluminado para Genie.

Bouchard parece inclusive estar no mesmo caminho de Anna Kournikova. A ex-tenista russa, famosa por sua beleza, nunca atingiu seu pleno potencial nas simples feminina e pendurou a raqeute com apenas 26 anos.

Considerando a pressão como um problema para as tenistas da nova geração, outro caso recente é o de Belinda Bencic. A jovem de apenas 20 anos de idade, depois de fazer uma excelente temporada em 2015, não conseguiu confirmar todas as expectativas.

A suíça entrou em uma crise técnica e tática da onde não consegue sair. Bencic tem um grande talento à sua disposição, mas seus problemas são mais destacados pela falta de foco do que nível técnico ou físico. Mas, há uma semana, ela divulgou em sua rede social que fez uma cirurgia no punho esquerdo e ficará afastada das quadras por um bom tempo, o que pode mexer ainda mais com seu lado mental.

Nos últimos anos houve mais casos de tenistas que não conseguiram corresponder às expectativas impostas a elas. Por razões diferentes entre elas, citamos também Dinara Safina, Ana Ivanovic e mais recentemente Sloane Stephens.

Se para Safina e Stephens podemos dizer que a pressão as prejudicaram, Ivanovic, a mais bem sucedida desse grupo, depois de ganhar Roland Garros em 2008, nunca mais foi a mesma. Além de problemas físicos recorrentes, a vida fora das quadras e uma série de desempenhos negativos, a sérvia não conseguiu ter sua hegemonia no circuito, e deixou de eliminar a pressão e expectativas que tinham sobre ela. Isso culminou para que a ex-número 1 do mundo anunciasse sua aposentadoria no início deste ano.

Os casos de Agnieszka Radwanska e Simona Halep são diferentes. A polonesa e a romena não ganharam um Grand Slam, e não estão em boa fase. Mas no geral, suas carreiras têm sido até o momento cheio de momentos importantes. Claro que elas têm muita pressão de todos os lados, inclusive dos fãs e da mídia especializada.

Como em qualquer outro esporte, e na vida em geral, o tênis serve como um grande exemplo para saber lidar com gerenciamento e equilíbrio para alcançar grandes objetivos.