Ana Ivanovic, homenageada pela organização de Roland Garros. Foto: FFT/Twitter @RolandGarros

DIRETO DE PARIS

Na série de homenagens a ex-campeões que faz todo ano, a Federação Francesa de Tênis trouxe de volta uma recém-aposentada. Ainda em forma – e não sentindo falta do jogo nos últimos seis meses, desde que anunciou sua saída do Tour, a sérvia Ana Ivanovic reapareceu na quadra central Philippe Chatrier para receber uma homenagem pela sua carreira no intervalo entre os jogos das semifinais da chave feminina, que ela venceu em 2008 ao derrotar a russa Dinara Safina e, como resultado, atingir a posição de nº 1 do mundo.

Contusões impediram Ivanovic de confirmar seu favoritismo nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e, no subsequente US Open, foi derrotada logo na segunda rodada.

Nos anos seguintes inconsistência nos resultados e mais contusões resultaram na queda no ranking, mas em 2015 a volta à uma semifinal de novo aqui em Paris, foi seu último grande resultado até anunciar sua aposentadoria no final de 2016.

“Não acho que tenha sido precoce [o anúncio da parada]. Às vezes o Tour escolhe por você e achei que seria melhor para mim no momento”, explicou Ana na entrevista pós-cerimônia.

“Tento me manter saudável e fisicamente em forma e, desde que fui para os Estados Unidos, vi o quanto isto tem ressonância por lá, por isso um dos meus projetos envolve mentoria para jovens jogadoras e um projeto envolvendo um programa de saúde física”, explicou a ex-tenista, que se mudou para Chicago com o marido, o meia alemão Bastian Schweinsteiger, atualmente no Chicago Fire, da MLS.

Perguntada se já havia se rendido ao soccer, Ivanovic foi política: “É bom ver o esporte tomando corpo nos EUA, os estádios cheios. Eles estão evoluindo.” Mas eu interesse foi despertado por outra modalidade. “Estou bastante entusiasmada com o hóquei no gelo. Fui a alguns jogos em Chicago (os Blackhawks são sediados na cidade) e a atmosfera é incrível!”

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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.