Crédito foto: Reprodução Twitter @Rafaholics

Calmo e focado: assim pareceu Rafael Nadal na entrevista depois da acachapante vitória contra o austríaco Dominic Thiem na semifinal de Roland Garros 2017.

Respondendo a várias perguntas sobre sua forma e a excepcional campanha deste ano, Nadal disse que está feliz com seu desempenho e que não pode ignorar o fato de que está em uma de suas melhores formas no saibro francês: “Começar com os resultados que tive desde o primeiro jogo aqui, seria presunçoso dizer que não estou bem. Acredito que chego, sim, bem para a final, mas que vai ser um jogo muito duro contra Stan”.

Lembrado sobre seu último confronto em uma final de Grand Slam, em 2014 na Austrália, o espanhol negou qualquer sentimento de  vingança pela derrota: “Não acredito em vingança. Penso no próximo jogo, apenas. Stan já vinha de uma bela temporada e jogou melhor naquela oportunidade. Eu penso à frente”.

E à sua frente estará um dos jogadores que melhor bate no saibro, mas que saiu de uma maratona de 4 horas e meia  na semifinal contra Andy Murray. “Não acredito que ter jogado mais do que eu será influência. Stan está bem física e – principalmente – mentalmente. vem de título em Genebra e agora finalista – claramente está em uma ótima sequência. Vai ser um jogo completamente diferente e muito difícil”.

Sobre a possível conquista da décima Copa do Mosqueteiros, Nadal deu uma declaração até surpreendente: “Na verdade meu número preferido é o 9. Não que não queira ganhar só para ficar com os nove títulos aqui, mas o número em si não me diz nada. 9 ou 10 títulos, a diferença é de apenas 10%”, disse o espanhol, que também descartou ser esta a sua melhor temporada.

“Acho que 2013 é o ano de que tenho mais orgulho. Me recuperei de contusão, venci aqui e no US Open, terminei como número 1. Claro, este ano tem sido especial, mas ainda considero 2013 como meu melhor ano pela superação que alcancei”.

Rafael Nadal e Stan Wawrinka se enfrentam no domingo, a partir das 10h da manhã (Hora do Brasil) pela final da edição 2017 de Roland Garros.

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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.