Andy Murray na vitória sobre Kei Nishikori. Foto: FFT/Twitter @RolandGarros

DIRETO DE PARIS

Até mesmo o número 1 do mundo precisa dar uns passos atrás e treinar de novo o básico. Esta foi a mensagem que Andy Murray transmitiu na entrevista coletiva após sua vitória contra Kei Nishikori nas quartas de final de Roland Garros.

“Estava jogando uma porcaria!”, admitiu Murray aos jornalistas. “Depois de Madrid e Roma, precisei dedicar sessões de treino a fundamentos básicos, simulações de pontos. É chato à beça, mas necessário”, contou o britânico.

E nesta quarta o regime de treinos parece ter funcionado, embora ainda aquém do que ele mesmo esperava: “Consegui bater melhor algumas bolas que vinha errando nas simulações de set durante os treinos. Em um Grand Slam você não quer ter que pensar no golpe que vai usar – isto tem que ser automático, um reflexo. Estou conseguindo voltar a ter isto”.

A vitória sobre Nishikori trouxe de volta também mais confiança ao medalha de ouro nos Jogos do Rio 2016. “Se alguém me oferecesse a semi no Aberto da França há um mês eu assinaria sem pensar, considerando o que estava jogando. Hoje sou o azarão perto de Nadal, Wawrinka e Thiem. eles nào perderam nenhum set ainda!”

O próximo desafio de Andy Murray é nesta sexta, dia 9, contra o suíço Stan Wawrinka, que assumiu sim estar na sua melhor forma. “Acredito que estou sim jogando meu melhor tênis. O jogo de hoje [contra Marin Cilic] foi melhor do que eu esperava, mas dentro do que posso fazer”.

Respondendo a uma questão de Tennis Info, Wawrinka disse que o mental tem sido importante para se adaptar às mudanças climáticas em Roland Garros este ano. “É preciso sim estar atento ao vento e às condições meteorológicas. Acredito que o mental ajuda muito na hora de me adaptar a estas mudanças e poder praticar meu melhor tênis”.

 

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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.