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Gustavo Kuerten concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira para os jornalistas presentes no Rio Open 2017. Guga comentou principalmente sobre questões relacionadas a estrutura do torneio, a mudança de local para o parque olímpico, os investimentos em projetos e acões sociais e o grande jogo entre Bellucci e Monteiro nas oitavas de final.

“Esse piso (saibro) sempre foi o mais habitual no Brasil. Depois dos meus títulos em Roland Garros, surgiu uma inspiração e um vínculo direto com o saibro, um vínculo legítimo e ainda mais porque os brasileiros tem melhores resultados nessa superfície”, comentou o tricampeão do Aberto da França.

Crédito Foto: Divulgação Fotojump
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“Foi ate uma dúvida da organização em mudar o torneio para o Parque Olímpico, que é no piso rápido. Mas acho que temos uma crença de no saibro as coisas darem mais certo e de que podemos ser vencedores. Eu acho que esse torneio da forma que ele é hoje, ainda é melhor aqui (no Jockey Club Brasileiro). Devido a insegurança e incerteza do que vai acontecer lá (no Complexo Olímpico). Esse torneio (Rio Open) é muito grande e precisamos de convicções para realizá-lo.”

Ainda sobre o tema do local do evento, o ex-número 1 afirmou que é necessário ter paciência e quem sabe sonhar com um torneio bem maior no futuro. “É muito provocativo. Existe um Parque Olímpico aqui do lado. Pela dimensão que o complexo possui, poderia ser um Masters 1000 e seria um sonho interessante. Depende de alguns fatores, mas é possível criarmos uma identidade brasileira mesmo se o torneio for em quadra dura. Um torneio de grande sucesso com esse tempero brasileiro é o caminho para alimentar esse sonho na cabeça do público”.

Questionado sobre o grande duelo brasileiro entre Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro nas oitavas de final do Rio Open, Guga deu sua opinião. “Não foi uma surpresa o Bellucci vencer do Nishikori. Ele (Thomaz) saca bem e é agressivo, ao exemplo de como fez com o Djokovic em Roma, quando deu 6/0. Ele (Bellucci) é muito perigoso e favorito contra o Monteiro, mas vai ser um jogo bem interessante e de alguma forma, uma experiência nova para ambos”.

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Guga aproveitou a oportunidade para destacar que o tênis brasileiro precisa de muito planejamento e investimentos para um novo tenista ser Top 10 e figurar entre os melhores do mundo. “Este (2017) é um ano especial. Em maio, vai completar 20 anos do meu primeiro título de Roland Garros e isso pode inspirar novos tenistas. Esses reflexos da minha carreira são positivos. Um pai vê um filho e pensa que ele pode ser um próximo Guga. Esse sonho é legítimo. Mas é um desafio. Vieram torneios para o Brasil nos últimos anos, mas nunca houve uma quebra de paradigma com investimentos profissionais reais e se houver, podem aparecer novos ídolos”.

“Nosso tênis, na prática, teve somente Bellucci e as duplas com Melo e Soares de destaque nos últimos anos. Precisamos de mais planejemanto detalhado e investir com cautela. Não tenho dúvidas que hoje muita gente está disposta a ajudar.  A Escolinha Guga está em 30 lugares pelo Brasil com 1.600 crianças e nossa meta até o final do ano são 2.000 crianças. Fizemos um trabalho com Thiago Monteiro e deu certo”, finalizou o ídolo do tênis brasileiro.

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Vinicius Araujo
Fundador e editor do TENNIS INFO desde 2015. Credenciou o site e fez a cobertura in loco de grandes torneios como Roland Garros, Miami Open, Rio Open e Brasil Open. Apresenta o Podcast Backhand Na Paralela.