Crédito: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

O argentino Carlos Berlocq faturou seu primeiro e único título do ano no último torneio da temporada 2017 vencer o espanhol Jaume Munar na final do ATP Challenger do Rio de Janeiro, torneio que distribuiu 50 mil dólares em premiações.

Aos 34 anos de idade, o veterano da Argentina disse que a parte mental foi muito importante na vitória contra o jovem rival, de apenas 20 anos de idade e que desistiu com cãibras no terceiro set quando o placar marcava 6/4, 2/6 e 3/0 a favor de Berlocq.

“Creio que foi uma partida muito mental, eu estava nervoso, foi muita luta interna para poder jogar meu melhor tênis e fui competindo muito bem por isso, consegui ganhar o primeiro set e tive pouca sorte no segundo e ele (Munar) jogou melhor. Mesmo um pouco cansado, comecei a me soltar um pouco mais, era a única maneira de ganhar o jogo. Arranquei muito decidido no último set e creio que ataquei bem desde o começo e vi que tinha possibilidades de ganhar e acabou que ele teve cãibras e consegui a vitória”, comentou o campeão do torneio.

O tenista da Espanha comentou sobre a boa semana no rival e afirmou que vai focar na melhoria da sua condição física com sua equipe médica e que também não foi fácil chegar na final de um torneio bem competitivo como o Rio Tennis Classic.

“Eu estava com cãibras (quando desistiu do jogo), foi um problema sério e eu tive isso algumas semanas atrás. Eu preciso verificar com o meu médico porque meu corpo não está ‘trabalhando’ muito bem e tenho que melhorar isso. Faz parte do tênis e não posso comprometer meu futuro. Com certeza foi uma boa semana para mim, todo mundo que conhece de tênis sabe que é difícil fazer uma final nesse tipo de torneio, todas as partidas são difíceis e para mim foi uma grande semana e estou realmente muito feliz por isso”, disse o tenista natural de Santanyi, na Espanha, e que treina na Academia de Rafael Nadal.