O nível de tênis apresentado por Novak Djokovic hoje em Roland Garros foi impressionante. Contra um adversário jovem e embalado por um título no saibro logo antes do Grand Slam, o austríaco Dominic Thiem (que será número 7 do mundo após alcançar a semi final), Djokovic elevou seu patamar e simplesmente não deu chances ao adversário. As parciais comprovam a total superioridade do líder do ranking: 6/2, 6/1 e 6/4.

Seu adversário na final será o escocês Andy Murray, que venceu o atual campeão, o suíço Stan Wawrinka por 3 sets a 1 (6/4, 6/2, 4/6 e 6/2). A partida de domingo marcará a primeira presença de Murray em finais de Roland Garros. A última vez que um britânico alcançou a final foi há 79 anos, quando Bunny Austin foi vice campeão (1937).

Esta será a quarta final de Roland Garros de Novak Djokovic, tendo perdido as finais de 2012, 2014 (para Rafael Nadal) e 2015 (para Stan Wawrinka). O torneio francês é o único que falta para o sérvio conquistar o Career Slam, pois venceu o Australian Open 6 vezes, é tricampeão de Wimbledon e bicampeão do US Open.

O jogo de hoje foi uma apresentação de gala do Djokovic. Difícil imaginar uma preparação melhor, pois irá para a final cheio de confiança, ainda que tenha perdido a final de Roma para Murray por 6/3 e 6/3. Foi um verdadeiro passeio, pois foram 6 quebras de saque a favor de Djokovic enquanto perdeu apenas um. Para se ter uma ideia da consistência de Nole, foram apenas 15 erros não forçados contra 34 de Thiem. O austríaco adotou uma postura agressiva e teve mais winners (27 a 15), mas isso não compensou o número de erros. Ao final da partida Djokovic venceu 93 pontos e perdeu 63.

Desde o começo do jogo Thiem apostou todas as suas fichas em uma tática agressiva e que tentou empurrar Djokovic para trás, mas é mais fácil pensar no que fazer do que realmente colocar em prática, ainda mais quando seu adversário é um exímio defensor e talvez o melhor contra atacador do esporte. Foi interessante ver que quanto mais agressivo Thiem era mais fundas as bolas de Nole ficavam. Neste momento Thiem tinha duas opções: a primeira era apostar na tática determinada (e que lhe é confortável) ou mudar de opção para uma tática mais conservadora, mas que não é seu natural. O austríaco manteve a agressividade e pagou para ver o que iria acontecer. Tentativa válida, mas que não trouxe o resultado esperado. Não faltarão oportunidades para o jovem tenista tendo em vista o que ele vem jogando e em como sua carreira vem se desenvolvendo.

 

 

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Daniel Ribeiro
Advogado, tenista desde os 9 anos de idade, professor de tênis há 12 anos. Apaixonado pelo esporte!