O australiano Alexei Popyrin na final da chave de juniors. Foto: FFT/Twitter @RolandGarros

DIRETO DE PARIS

O glamour da cerimônia de premiação e a constatação de que atingiu o pico da sua carreira de juvenil são as emoções contrastantes no rosto do australiano Alexei Popyrin na sala de entrevistas de Roland Garros.

Recém-saído de sua vitória por 2 sets a 0 na final da chave juvenil do Aberto da França sobre o espanhol Nicola Kuhn, o cabeça 3 da chave juvenil diz que agora é hora de encarar a realidade de um iniciante nos profissionais, depois de três títulos na temporada de saibro de 2017.

Preciso pegar um avião para Nice e pegar meu carro. São dois dias dirigindo até Marbella“, conta o australiano, que é baseado na cidade espanhola e conhece seu adversário da final de muitos anos. “Treinamos juntos em Alicante há alguns anos. É um bom tenista, mas hoje consegui ser superior

Agora que conquistou seu maior título – o primeiro australiano a fazê-lo em 49 anos – a hora é de focar na transição para o profissional. “Vou tentar vaga em alguns Futures e, se conseguir, convites para qualifyings em Challengers” diz o garoto magro e alto, que lembra um Nadal mais jovem pelo cabelo comprido e o rosto longo.

Seguindo os passos de lendas do seu país como John Newcombe e Ken Rosewall, Popyrin espera ter a chance de defender seu país no time da Copa Davis. “Não conheço Nick [Kyrgios, nº 1 australiano), mas seria uma honra jogar ao lado dele e defender a Austrália na Davis”.

Mas antes que isto possa acontecer, Popyrin tem pela frente uma viagem de mais de 30 horas, com o troféu mais valioso da sua vida no porta-malas.

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Jeff Paiva
Jornalista e publicitário, cobriu esportes de 1997 a 2005 por veículos como Tennis View, Terra e UOL. Aprendeu a jogar tênis depois de anos cobrindo o esporte e entendeu que é bem mais complicado jogar do que falar. Ainda assim, fala muito - aqui e no podcast Backhand Na Paralela.