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Está chegando o Natal, final do ano, penso que é um momento de reflexão, planos, esperança de dias melhores, uma autoavaliação do que fizemos e o que poderíamos fazer melhor para o ano que entra. Apesar de ser bastante linha dura em treinar e exigir dos meus pupilos, sou coração mole para algumas coisas.

Desde que comecei a escrever a coluna, tenho recebido inúmeras mensagens de vários tipos de pessoas de todo lugar. Agradeço aqui a todos pois é muito legal ter esse feedback e ver que estou ajudando um pouquinho passando minha experiência e vivência no esporte que amo tanto e enfrenta enorme dificuldade, principalmente da garotada para o desenvolvimento.

Infelizmente nosso país não tem uma cultura esportiva desenvolvida. Os olhos estão todos no futebol e as outras modalidades sofrem um bocado. Em especial o tênis, apesar de estar um pouco mais popular, com transmissão na TV de vários torneios, ganhando um pouquinho mais de espaço na mídia, mesmo assim enfrenta enorme dificuldade para o desenvolvimento de novos valores.

Existem recentemente movimentos que venho acompanhando de Confederação e Federação que estão com a melhor das intenções para que o tênis melhore, e torço para isso. Como ex-jogador, técnico e empresário do tênis também, penso que minha função é sempre cooperar de alguma forma, seja com comentários positivos, tentar colocar ideias novas, esclarecer dúvidas, tentar achar soluções para nosso esporte. Não me cabe de forma alguma criticar o que as pessoas estão tentando fazer e sim agradecer por estarem fazendo algo, ou tentar ajudar de alguma forma.

Temos sempre carência de projetos que possam abranger um maior número de crianças que querem jogar. Recebo mensagens de pais que tem situação financeira apertada e me pedem ajuda e direcionamento. Fico frustrado de não poder dar grandes soluções, tento direcionar dentro de nossa realidade e mostrar alguns caminhos e que não são muitos.

Tento também com meus projetos sociais para inclusão, usando o tênis como ferramenta. Infelizmente a burocracia dificulta muito e para prospectar patrocínio nem se fala. De alto rendimento então, mais ainda, pois é muito mais caro e complexo na parte burocrática. Poderia ser mais fácil…

Temos uma quantidade gigante de crianças com talento para todos os esportes. Não é diferente com o tênis. Acontece no futebol entre os mais humildes. Se fosse dado a oportunidade e mais apoio no tênis, com certeza teríamos varias revelações também. As leis de incentivo são boas, mas penso que poderiam ser ampliadas em alguns aspectos para facilitar a captação e continuidade dos projetos.

É muito frustrante começar um projeto e não conseguir dar continuidade. Crianças que você treina conseguem resultados mega significativos e por causa da burocracia, não conseguem dar continuidade. Também com um projeto privado, bancado por uma empresa, sem ser incentivado, fazer um trabalho fantástico, dai muda a diretoria e a mentalidade da turma que entra e acabam com tudo de uma hora para outra. É muito frustrante, mas é a realidade do nosso país. Difícil fazer um trabalho com apoio a longo prazo.

Continuo esperançoso de um dia ter essa oportunidade, pois tenho a certeza que temos material humano no Brasil para fazermos grandes jogadores. Poderia ser mais fácil, assim poderíamos abraçar um número muito maior de crianças e dar oportunidade e continuidade em vários níveis. Uma grande peneira como é no futebol.

Bom pessoal, para ano próximo terei muitas novidades, aqui na coluna com meus comentários, na minha página do Facebook Edu Oncins, no Instagram, os vídeos de instrução e palestras no meu canal do YouTube Edu Oncins. Também vários projetos novos em andamento! Espero que muitos se inscrevam no meu canal, curtam, compartilhem e deixem seus comentários e perguntas. Responderei com o maior prazer.

A garotada que se dedica realmente de coração, meu desejo de excelente 2018 e esperança que muitas portas se abram para oportunidades. Um super Natal e que 2018 seja maravilhoso para todos com muito tênis. É o meu desejo.

Um abraço a todos!

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Eduardo Oncins
Ex-tenista profissional, campeão brasileiro e sul-americano, mundial juniores, participou de todos os Grand Slams, integrou a equipe da Davis em 1982 e com 15 anos já tinha pontos na ATP. Atualmente, técnico, empresário, colunista do TENNIS INFO e faixa preta AÏKÏDO.