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Antes de comentar sobre as quartas de final do Australian Open, com as muitas novidades, vamos voltar um pouco no tempo

Em minhas matérias anteriores aqui na Coluna, bem como no Podcast, comentei que seria muito complicado para os jogadores que haviam parado por um longo período, por diversos motivos, retornarem e conseguirem bons resultados no Australian Open, como fizeram os gênios Federer e Nadal na temporada passada.

Explico: É muito difícil um jogador profissional voltar ao circuito depois de 6 meses parado e conseguir resultados significativos do jeito que o circuito está absurdamente competitivo. Ainda mais num Grand Slam. Se observarem no final do ano passado a quantidade de Next Gens que apareceram e neste começo de ano outros tantos, é um claro sinal do surgimento de uma nova safra de jogadores. Jogadores jovens, talentosos, com muita potência e com pouco respeito aos mais velhos. Mérito da ATP que há algum tempo vem incentivando de todas as maneiras possíveis, para que apareçam novos ídolos.

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Agora, fora Federer (o mestre dos magos, com um talento que parece não ter limites) ou Nadal (na minha opinião o maior competidor e maior coração de campeão de todos os tempos no circuito), os outros que me desculpem. Mas é uma missão quase impossível fazer o que os dois fizeram. Sair de 6 meses parado e chegarem à uma final, campeão e vice em Melbourne 2017.

Me perdoem os fãs Djoko, mas ele não é um Federer ou Nadal. Existe um degrau entre eles. Respeito tremendamente o jogo do sérvio, um trabalhador e perfeccionista extremo, mas eu sempre disse que quando ele caísse, seria muito difícil voltar como Fed e Touro Miúra. Torço demais para que ele consiga, pois na sua melhor forma, faz diferença no circuito.

Explico um pouco mais: Quando o Djoko parou em 2017, parou mal, sua cabeça não estava boa, parou com muitas dúvidas e confuso. Uma coisa é parar por lesão, outra por que a cabeça não está legal. Observando ele agora, apesar de estar acusando o braço, penso que ainda está vulnerável em sua cabeça. Sinceramente, torço por ele.

Quartas de final – chave masculina

Parte superior da chave

Prova de fogo para o Touro Miúra contra Cilic: Nadal ainda não jogou contra um big serve player como o Cilic. Se o croata estiver num bom dia, Rafa terá dificuldades em quebrar seu saque. Obrigatoriamente Nadal terá que estar no seu melhor, com respostas precisas, aproveitando toda e qualquer oportunidade de conseguir uma quebra de saque. Muito importante também o Touro estar com um ótimo percentual de primeiros saques, pois com certeza Cilic irá atacar com tudo seu segundo saque.

Dimitrov depois de ter passado pelo absurdamente imprevisível e talentoso Kyrgios, não vejo tanta dificuldade em bater Edmund. Penso que a experiência e talento de Grigor irá falar mais alto.

Parte inferior da chave

Chung contra Sandgren: Sou ICE CHUNG desde criancinha nesse jogo. Há algum tempo venho falando do sul-coreano. Me impressiona a potência de seus golpes, jogo bem completo e a incrível confiança que demonstra, visto o que fez contra Djoko nesta segunda. Penso que o único ponto vulnerável que o jovem de 21 anos tem ainda é seu saque que pode e deve evoluir muito. Ice Chung vem carregado de confiança para o jogo contra Sandgren, que deverá sentir a pressão do momento, vamos ver.

Mestre dos magos Federer, contra o velho conhecido Berdych: Penso que será um jogo duro visto que Berdych vem jogando muito bem até agora, com vitórias implacáveis, contra Delpo principalmente, mas aqui o jogo encaixa com o Roger. Federer gosta de jogar contra Berdych com golpes potentes na altura da cintura, tudo o que Roger mais gosta para desenvolver seu show na quadra. Com certeza minha aposta vai para Federer que vem jogando um tênis incrível e feliz da vida.

Bom pessoal, já me prolonguei demais, fico por aqui. Excelentes quartas de final a todos e volto em breve. Abraços!