Feliz 2018, pessoal! É com imenso prazer que volto das férias carregado e energizado para escrever para vocês. Com certeza, o ano não poderia começar melhor vendo o mestre dos magos (lembrando o desenho a caverna do dragão, para os não tão mais velhos, rs), Roger Federer, detonando e divertindo-se na Hopman Cup, Perth.

Entre nós aqui, não deu um pouco de dejavú da Laver Cup?

Federer deu um show de tênis e até meio malabarismo levando o publico ao delírio, mostrando que continua a adorar o que faz. Venceu o gigante Zverev (candidato ao trono), mostrando ao alemão que ainda precisa comer um pouco mais de arroz e feijão.

Nas duplas com Bencic, pura diversão e show para o público. Na minha opinião o mestre dos magos virá com tudo para o Australian Open, com perfeita saúde, super treinado e muito afim do jogo. Logicamente que um Grand Slam tem um contexto muito mais complexo, melhor de 5 sets e com a maioria dos grandes jogadores babando para colocar seu nome na história.

Bem, vamos falar um pouco de Brisbane se não fico falando do Federer até amanhã, rs.

Brisbane mostrou um pouco do que aconteceu no final do ano passado com Grigor Dimitrov carregado de confiança e mesmo assim as vezes dando uma bobeada nos momentos importantes. Penso que esse início de ano será fundamental para ele firmar-se ainda mais lá em cima junto com as lendas. Ainda quero ver o búlgaro com menos lacunas nos momentos importantes, pois será imprescindível para que ele conquiste um Grand Slam, coroando sua carreira.

Nick Kyrgios, apesar de particularmente não gostar da atitude dele, sem dúvida tem um talento gigante, com a torcida a seu favor, motivou-se a vencer Dimitrov na semifinal fazendo uma das coisas que sabe muito bem, disparar bombas de saque e aces poderosos (19 somente neste jogo).

Kyrgios também mostrou uma regularidade de resultados interessantes no final da última temporada. Mas para ganhar um Grand Slam, tenho muitas dúvidas se ele sustenta um nível elevado mental e emocional durante 2 semanas em melhor de 5 sets. Na Austrália, com a torcida junto a ele, talvez. Mas não acredito muito.

A complicada volta dos Tops e a nova geração

Venho escrevendo aqui e comentando no podcast Backhand Na Paralela, que seria bem difícil para a turma que parou no meio do ano passado voltar e pegar o bonde andando (como fizeram os gênios Federer e Nadal no Australian Open passado), não falei?

Touro Miúra, cadê você? O maior coração de campeão de todos. Com certeza mais cauteloso, para voltar 100% competitivo. Tem que selecionar bem o retorno, mais velho, mais cuidados, até pela enorme exigência da característica do seu jogo, dependente muito do super preparo físico.

Murray e Nishikori desistiram por lesão. Djoko e Wawrinka voltando, mas ambos sem ritmo. Raonic perdendo do jovem australiano De Minaur. Pois é, não é fácil voltar para a panela fervendo, saindo da geladeira, são inúmeros fatores que dificultam uma volta depois de um período parado prolongado. Mas torço para que voltem tornando mais interessante a parada.

E as novidades não param de chegar, para minha alegria, de novos valores (ou Next Gen), como esse australiano Alex De Minaur. Garoto determinado e forte de cabeça, com jogo bem agressivo, com certeza irá longe.

Bom pessoal, no meio desta semana, voltarei com algumas histórias bem interessantes desse outro lado do mundo, Austrália e outros temas. Que tenhamos um 2018 repleto de grandes emoções neste incrível esporte. Grande abraço e até a próxima!