Foto: Divulgação

Muitas pessoas entram na quadra e começam a bater na bola sem critérios de controle ou regularidade, o que é muito prejudicial. Essas pessoas geralmente assistem aos jogos pela TV e tem a certeza de estar fazendo o que um profissional de altíssimo nível faz. Na cabeça da pessoa “lógico que estou fazendo certo, eu assisti fulano, beltrano, fazendo assim ou assado”.

Mas pessoal, essa turma está assistindo a uma orquestra tocando com todos os instrumentos ensaiados, afinados e tocando uma sinfonia de Beethoven. Esquecem que a orquestra passou por um processo longo de aperfeiçoamento desde cada participante até a união do conjunto tocando em harmonia.

LEIA MAIS
+ Programação Montreal: Kyrgios, Monfils, Pouille e Del Potro vs. Isner nesta segunda
+ Rogerinho entra de última hora em Montreal e disputa seu primeiro Masters 1000

Existe um trabalho de muita construção por trás disso tudo. Começando pelo controle. Sem controle não se joga tênis. Tem que se aprender a sentir a bola na raquete, controlar onde se quer colocar a bola, altura, lugar, velocidade, etc.

Vejo muitos aficionados do nosso esporte, desde crianças até adultos, ficarem perto da linha do saque batendo bolas um para o outro carregadas com batidas de topspin, fazendo a cabeça da raquete cair em demasia e usando uma munheca desenfreada como aquecimento. Um treino totalmente equivocado, que vai somente atrofiar a batida, sem sentir a bola nas cordas, somente espanando a batida e ainda por cima acentuando com o uso desenfreado do punho.

Com certeza esse tipo de treino resultará em um golpe sem controle, tipo se vira nos trinta. Um treino muito show de pertinho é o famoso quadradinho, principalmente jogado pelas crianças, jogando pontinhos dentro da metade dos quadrados do saque. Serve para o adulto também. A pessoa irá desenvolver mais intimidade com a raquete e bolinha, jogando bolas curtas, mais longas, pequenos voleios, lobs, etc, dentro do quadrado do saque desenvolvendo habilidade.

Mas voltemos ao treino batendo bolas da linha do saque: O certo é a batida acontecer pela bola, mais flat, devagar controlando a bola com o punho mais firme, evitando a rede, mantendo a regularidade e controle da profundidade.

VEJA TAMBÉM
+ Análise da chave de simples do Masters 1000 de Montreal
+ Masters 1000 de Montreal: saiba como assistir ao vivo na TV

Pode-se iniciar, por exemplo: batendo pequenas direitas lentas, cruzadas, movimento de braço (back swing) mais curto, dentro do quadrado do saque. O importante é usar bem as pernas, com intensidade, igual estivesse no fundo da quadra, trabalhando os joelhos, fazendo com que a batida aconteça numa ascendente natural.

Dessa maneira, a batida vai se desenvolvendo com um topspin natural sentindo a bola na raquete, consequentemente e posteriormente o punho fará seu movimento natural na medida adequada. Na sequência, ir afastando e depois batendo a bola ultrapassando a linha do saque controlando a profundidade, mas ainda dentro da quadra e pouco a pouco até chegar a linha de base, procurando o controle e regularidade.

Quando se chega a linha de base pode-se adicionar um pequeno cone ou capa de raquete mais ou menos 1 metro dentro da quadra como referência de profundidade. A sequência é pouco a pouco dentro desse treino ir ganhando velocidade, mas sempre sem que se perca o controle. Errou, comece de novo mais lento e depois acelerando novamente.

Esse treino pode ser feito para: Direitas cruzadas, esquerdas cruzadas, esquerda na direita paralela e vice-versa. Estamos preparando material em vídeo e assim que estiver pronto, colocaremos no site para vocês. Bom pessoal, mãos à obra e bom treino a todos!

Compartilhar
Eduardo Oncins
Como profissional participou de todos os Grand Slams, integrou a equipe da Copa Davis em 1982 e com 15 anos já tinha pontos na ATP. Além do tênis é faixa preta de Aikido e utiliza várias técnicas da arte marcial como ferramenta para o desenvolvimento de tenistas.