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Por melhor que esteja jogando e em qualquer nível, tem uns dias que dá vontade de ir para casa assistir um filme.

Simplesmente parece que o mundo se voltou contra nós. Parece que não acordamos, as bolas que normalmente entram, saem 1 palmo, passadas pegam na fita, os voleios não entram, o primeiro saque zero acerto, o oponente acerta tudo num ritmo acelerado e parece que você está só assistindo ao jogo, dia difícil né? Pois é, mas acontece.

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Alguns dias não acordamos tão bem, o metabolismo não está redondo, parece que estamos duros e pesados, meio dessincronizados.

Em primeiro lugar, o negócio é não se desesperar. Procurar ter calma e pensar em
alternativas. Quanto mais cedo começar a tomar uma providência melhor. Não espere um set inteiro para fazer alguma coisa, pois quanto mais passa o jogo em um mesmo ritmo mais difícil alterar a situação.

O que fazer então com o terremoto?

1- Acalmando a cabeça e respirando fundo, colocar o foco em um item importantíssimo,
que é a movimentação. Focar nas pernas, movimentando-se com mais intensidade,
queimar um pouco da adrenalina ajuda muitas vezes a encaixar o metabolismo.

2- No saque, procure realizar seu movimento mais amplo, lançando um pouco mais alto,
com o corpo mais relaxado. Muitas vezes erramos por fazer força desnecessária
encurtando o movimento e toss(lançamento), errando na rede. Logo antes de sacar
também, respirar fundo buscando relaxamento, ajuda muito a pegar ritmo.

3- Tentar reduzir os erros bobos. Adotar uma estratégia um pouco mais conservadora ex:
manter as trocas de bola do fundo mais nas cruzadas onde temos um espaço com
menos risco de erros. Nos dias ruins geralmente cometemos erros por pressa e mudar
de direção muito rápido, então procure um pouco mais de regularidade primeiro
ganhando mais ritmo. Mesmo que seu adversário comece acertando tudo, se você não
está num dia bom e tiver pressa, quem errará primeiro será você. Procure com calma
mais profundidade ganhando mais tempo. Você observará que começarão a surgir
mais oportunidades para a construção de pontos e talvez seu adversário comece a
cometer erros.
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4- Alterar estratégias é outra ferramenta: uma vez que você ganhou ritmo e continua a
apanhar, comece a variar seu jogo. Use a batida alternando com slice, bolas fundas um
pouco mais altas da rede. Se você tem ficado só no fundo, comece a ir a rede de vez
em quando e perceba como seu adversário reage, pode ser que ele comece a se
afobar errando mais. Também no saque, se está sacando e ficando sempre no fundo,
alterne sacando e voleando as vezes, mesmo que sua característica predominante não
seja saque e voleio, isso poderá mexer com a cabeça do seu oponente também.

5- Você tem que fazer com que seu adversário comece a pensar mais, tentando
desestabiliza-lo, sair da zona de conforto que ele se encontra.
6- Se ele vem sacando muito bem e está difícil responder, mude seu posicionamento, não
ficando sempre na mesma posição, assim com certeza ele tentará mudar mais a
direção e velocidade, ocasionando possíveis erros.

7- Outra coisa, coloque energia positiva sempre que ganhar um ponto, elogiando-se. Essa
atitude ajuda muito a entrar em jogo. Pode ter certeza que seu adversário irá adorar
vê-lo cabisbaixo e mudo. Se ao contrário você mantiver uma atitude positiva, energia
em alta e elogiar-se depois de um ponto ganho, ele não ficará tão tranquilo.

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Bom queridos amigos, espero que essas poucas dicas os ajudem a transformar um
terremoto num possível arco-íris.

Grande abraço e até a próxima.

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Eduardo Oncins
Como profissional participou de todos os Grand Slams, integrou a equipe da Copa Davis em 1982 e com 15 anos já tinha pontos na ATP. Além do tênis é faixa preta de Aikido e utiliza várias técnicas da arte marcial como ferramenta para o desenvolvimento de tenistas.