Reprodução Twitter/US Open

Se analisarmos os últimos resultados dos jogadores que estão vencendo, todos tem uma coisa em comum. Estão sacando muito bem no masculino: Federer, Zverev, Kyrgios, Thiem, Dimitrov, Cilic, Raonic, entre outros. No feminino: Muguruza e Venus Williams (fantástica mecânica de saque).

Os tenistas que não estão sacando tão bem, estão sofrendo, exemplo do Nadal que ultimamente tem apresentado baixo índice de primeiro saque e tem levado chumbo grosso nas respostas.

Um exemplo interessante é o Isner, se não sacasse o que saca, na minha opinião, não estaria nem entre os 150 do mundo. Basicamente o norte-americano tem um mega saque, um ótimo forehand, backhand sofrível, movimentação limitada e voleios mais ou menos.

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O que podemos observar é o ritual que dita o ritmo do saque. Todos têm um ritmo bem cadenciado e o movimento bem solto. Além disso, procuram executar o saque sempre iniciando o movimento lentamente e acelerando somente depois de somarem as alavancas dos pés, joelhos, cintura, ombros e braços, culminando com a transferência do peso saindo do chão e chicotada do punho.

Observem o saque do Kyrgios que escutei pessoas falarem que ele pega na subida, o que não é bem isso. O jovem australiano soma todas as alavancas e pega a bola no ponto mais alto saindo bem do chão, conseguindo aproveitar ao máximo sua envergadura conseguindo muita velocidade.

Não me conformo quando vejo treinadores abortando movimentos, lançamentos saindo da metade do caminho natural e outras barbaridades. Cada aborto de movimento ou tensão gerada em algum ponto cria um efeito dominó que vai limitando o desenvolvimento do saque.

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Considero o saque o movimento mais natural de todos, pois tem que ser totalmente relaxado, inclusive o punho relaxado somente acelerando e chicoteando na hora do contato. O punho é o ponto onde resultam e se somam todas as alavancas na hora do contato.

Pessoal, procurem executar seus movimentos sempre com a mesma velocidade, padronizando sem pressa, relaxados, aproveitando todas as alavancas, como num ritual que se repete a cada início de saque, acelerando somente na hora do contato.

É crucial treinar bem o lançamento, que é a alma do saque, tanto para o primeiro quanto no segundo saque. Lançamentos tem de estar padronizados para dar segurança ao sacador. Não adianta achar que vai sacar bem, lançando a bola cada vez num lugar diferente, esqueça. Lógico que para correções, é super importante ter alguém que realmente entenda da mecânica e possa observar e corrigir os pontos de tensão.

Bom, espero poder ter ajudado um pouco com essas dicas. Ótimos treinos e excelente saque para todos. Abração e logo mais US Open. Continuem ligados aqui na coluna!

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Eduardo Oncins
Como profissional participou de todos os Grand Slams, integrou a equipe da Copa Davis em 1982 e com 15 anos já tinha pontos na ATP. Além do tênis é faixa preta de Aikido e utiliza várias técnicas da arte marcial como ferramenta para o desenvolvimento de tenistas.