Rafael Nadal e Carlos Moyá - Reprodução / Twitter

O ex-jogador e treinador de Rafael Nadal, Carlos Moyá, concedeu entrevista para o El Mundo e falou sobre o desempenho de seu pupilo e também do atual momento em que vive Novak Djokovic. Sobre Nadal, Moyá disse que “o começo do ano foi muito bom”. Na ocasião, o Touro Miúra disputou três finais, perdendo para Roger Federer no Australian Open e Masters 1000 de Miami, e para Sam Querrey no ATP 500 de Acapulco.

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“Rafa está voltando a ter uma tendência vencedora e ele lutou muito para vencer um Grand Slam e um Masters 1000. Ele bateu jogadores que estavam melhor ranqueados que ele. Agora é fazer o mesmo na temporada de saibro, onde ele não tem jogado por quase um ano. Precisa corrigir uma coisa aqui, outra ali, mas dá pra fazer bem o suficiente.”, disse o veterano espanhol.

Moyá também comentou sobre o momento em que sérvio vive atualmente. “Djokovic perdeu a confiança, a intensidade e ele não está mais com fome de vencer, especialmente depois de ter vencido Roland Garros. Essas coisas podem acontecer. Estar no topo do ranking por muito tempo, faz você se sentir fraco. Os comentários de Boris Becker sobre o fado de que ele não treinava são importantes. Enfim, eu não acredito que ele ou Murray vão continuar assim por muito tempo. Vejo eles prontos para competir por tudo em pouco tempo.”

Ao comentar sobre as três derrotas de Nadal para Roger Federer, Moyá acrescentou: “Está claro de que temos que dar continuidade com o trabalho. Nós já fizemos isso em Miami e foi uma partida muito mais equilibrada do que em Indian Wells. Eles falaram sobre o fato de não jogar muito no seu backhand, Federer talvez encontrou soluções e jogou de forma mais agressiva. O objetivo também era torná-lo desconfortável no segundo saque. Funcionou nos sete primeiros games até quando o quebrou.”

Sobre o formato da Copa Davis, Moyá disse: “É preciso uma mudança completa. Todos os países têm esse problema. Muitos tenistas jogavam porque gostavam de participar da competição, mas quando você vence quatro ou cinco vezes, as coisas mudam.”, finalizou.

Novak Djokovic terá uma difícil tarefa na temporada de saibro. Isso porque os próximos torneios do sérvio serão os Masters 1000 de Madrid e Roma, onde defende o título e o vice-campeonato, respectivamente. Além disso, Nole também defende o título de Roland Garros, onde venceu pela primeira vez em 2016. No total, são 3600 pontos que Djoko precisa defender, caso queira se manter na segunda posição do ranking mundial.