2005 – NASCE UMA ESTRELA: NADAL!

No segundo ano em que se mudou para fevereiro e trocou para o piso lento, o Brasil Open ficou ainda mais atraente. O chileno Fernando González e os argentinos Juan Ignacio Chela e Mariano Zabaleta estavam na lista dos favoritos, mas a expectativa era mesmo pelo desempenho dos espanhóis David Ferrer e Albert Costa, com destaque absoluto para uma revelação vinda da Espanha, Rafael Nadal. A sentida ausência foi de Gustavo Kuerten, que não se recuperou da segunda cirurgia e assim ficou impedido de lutar pelo tri.

Com golpes espetaculares de sua mão canhota, mas principalmente pela rapidez de suas pernas e a garra demonstrada, Nadal justificou as apostas. Bateu tenistas de grande experiência, como Jose Acasuso, Agustin Calleri e Alex Calatrava, até chegar à inesquecível batalha das semifinais, quando encarou Ricardo Mello, então o principal tenista brasileiro.

Atuando de forma sólida e apoiado pela torcida, Mello chegou a abrir 4/2 no terceiro set com saque a favor. Sentiu então o fantástico poder de reação de Nadal e acabou cedendo quatro games seguidos. O garoto espanhol completaria a semana com a vitória final sobre o compatriota Alberto Martín, deixando a certeza de que seria muito em breve o novo Rei do Saibro. Além de Mello, apenas André Sá conseguiu sucesso entre os brasileiros, chegando à segunda rodada. Júlio Silva e Flávio Saretta pararam logo na estreia.

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2006 – GUGA CAI PRA GHEM!

O chileno Nicolas Massú precisou esperar 18 meses para voltar a erguer um importante troféu. Ao bater o espanhol Alberto Martin por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, ele conquistou seu primeiro título desde a medalha de ouro conquistada em simples e duplas nos Jogos Olímpicos de Atenas. Com o vice, Martin repetiu a campanha realizada no torneio baiano em 2005.

O chileno era o cabeça-de-chave 6 e 55º do ranking mundial. Seu sexto título na carreira lhe rendeu prêmio de US$ 52 mil. A conquista teve ainda um sabor especial: na semi, ele se vingou do argentino Juan Monaco, para quem tinha perdido logo na estreia em 2004.

Para os brasileiros, bons momentos na primeira rodada. Flávio Saretta fez uma exibição espetacular contra o espanhol Juan Carlos Ferrero e o convidado André Ghem surpreendeu todo mundo ao eliminar Gustavo Kuerten. Além deles, apenas Ricardo Mello chegou nas oitavas-de-final

2007- ARGENTINA VENCE ESPANHA

O argentino Guillermo Cañas chegou a Costa do Sauípe como convidado e saiu coroado. Com uma grande campanha e atuações memoráveis, conquistou o Brasil Open 2007 ao vencer na decisão o espanhol Juan Carlos Ferrero por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/4) e 6/2, Então número 107 do ranking, ele iniciava sua excepcional recuperação, que o levaria de volta ao top 20 ao final da temporada.

Entre os brasileiros, o destaque foi Flávio Saretta, que venceu Alessio di Mauro, Guga Kuerten e Nicolas Almagro, parando na semifinal diante de Ferrero, no que seria seu maior resultado de toda a temporada. Além dele, apenas o próprio Guga e Thiago Alves conseguiram uma vitória em simples.

2008- SURGE FOGNINI E DESPEDIDA DE GUGA

Num duelo emocionante e de altíssimo nível técnico, Nicolas Almagro conquistou o Brasil Open 2008. O cabeça-de-chave 2 superou o favorito ao título Carlos Moyá, com parciais de 7/6 (7/4), 3/6 e 7/5, após 2h27. O então número 31 do mundo levantou na Bahia o terceiro troféu de ATP da carreira.

Moyá pagou o preço pela irregularidade que marcou toda a sua campanha no Brasil Open. O 18º do ranking da ATP cedeu sets em todos os jogos do torneio, alternando grandes momentos com alguns “apagões”. Já Almagro, extremamente focado durante toda a semana, mostrou um tênis sólido desde sua estréia.

Como sempre, o torneio teve grandes surpresas. Logo na primeira rodada, caíram o cabeça 3 Igor Andreev, o 4 Potiro Starace, o 6 Agustin Calleri e o 7 Jose Acasuso. Isso abriu margem para outros tenistas brilharem, como o veterano Nicolas Lapetti e o jovem Fabio Fognini, , que foi até a semifinal.

Outro ponto alto foi a despedida oficial de Gustavo Kuerten, que caiu diante do argentino Carlos Berlocq na chave de simples e foi ovacionado pelo público, o que levou a ele e o técnico Larri Passos às lágrimas. A dupla mineira formada por Marcelo Melo e André Sá brilhou e levou o título.

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2009 – SURGE BELLUCCI

O título da edição de 2009 ficou com o espanhol Tommy Robredo. Mas quem roubou a cena no Brasil Open 2009 foi o paulista Thomaz Bellucci, que na Costa do Sauípe ganhou a confiança da torcida e mostrou todo seu talento chegando à sua primeira final de ATP da carreira. Na decisão, o espanhol, segundo favorito ao título, marcou 6/3 3/6 6/4.

Mesmo com o vice-campeonato, Bellucci, então 84º do mundo, deu um grande salto no ranking de entradas da ATP e passou a figurar na 64ª posição, sua melhor colocação na carreira na época. Campeão em 2008, o espanhol Nicolas Almagro desembarcou na Bahia como principal favorito ao título, mas encerrou sua campanha nas quartas-de-final, sendo derrotado pelo português Frederico Gil, em dois tiebreaks, 7/6(5) 7/6(4). Robredo ainda faturou o título de duplas, ao lado do espanhol Marcel Granollers. Na final, os espanhóis eliminaram os argentinos Lucas Arnold Ker e Juan Monaco, por 6/4 7/5.

NASCE BELLUCCI

2010 – FERRERO CONSEGUE O TÍTULO

No ano em que comemorou seu 10º aniversário, o Brasil Open mais uma vez corou um jogador espanhol. Depois de Rafael Nadal, em 2005, Nicolas Almagro, em 2008, e de Tommy Robredo, em 2009, no décimo ano do torneio, Juan Carlos Ferrero, cabeça de chave 1, derrotou na final, o polonês Lukasz Kubot, por 6/1 6/0, em 1 hora de jogo. Foi a segunda partida mais rápida do torneio – o recorde aconteceu na vitória de Igor Andreev (RUS) sobre Pablo Cuevas (URU), com 56 minutos. Ex-número 1 do mundo e campeão de Roland Garros, Ferrero, levantou seu primeiro troféu de campeão em Sauípe, depois de amargar o vice em 2007. Foi o 13º título da carreira do tenista nascido em Onteniente.

Nas semifinais, Ferrero pôs fim a participação do único brasileiro vivo na competição, o paulista Ricardo Mello, que despediu-se do Brasil Open 2010, após perder por 6/4 6/2. Antes, nas quartas de final, o mesmo Mello surpreendeu e eliminou Thomaz Bellucci, por 6/3 7/6(3). Nas duplas, o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Marcel Granollers conquistaram o título do Brasil Open 2010. A parceria, cabeça de chave 2, superou a dupla cabeça 1, formada pelo polonês Lukasz Kubot e o austríaco Oliver Marach, por 7/5 6/4.

FERRERO